
Alexander Galloway analisa como funcionam os controles em ambientes digitais:
Ao contrário do senso comum da liberdade irrestrita da internet, você argumenta que os ambientes digitais são altamente controlados. Porque?
Bom, eu acho que é livre no sentido de movimentos livres, de abertura. O problema é que não acho que abertura e livre movimentação e expressão são incompatíveis com controle e organização. O que tento explorar nos meus escritos é como entendemos a organização do sistema que não se apóia na repressão, na disciplina ou na punição de indivíduos para estabelecer (relações de) poder ou controle. (Interessa-me) como podemos entender o cenário atualmente, um no qual abertura é permitida e promovida, transparência é permitida e promovida e expressão livre do indivíduo é permitida e promovida, mas, ainda assim, temos uma estrutura altamente organizada e controlada.
Na era das redes digitais, a hierarquia morreu?
Acho que sim. No sentido clássico de hierarquia, no formato de uma pirâmide, explorado por instituições como a igreja, a maioria dos governos e as corporações. Talvez dizer que está totalmente morto seja muito extremo já que estes modelos antigos são muito resistentes. Concordo que, como instituições que se posicionam como líderes da sociedade, o conceito deu espaço para um em rede mais horizontal e não hierarquizado.
E uma das maiores importâncias das redes, fácil de ser esquecido, é que elas podem ser horizontais e rizomáticas, mas também têm sua própria tipologia. Elas podem acomodar tanto um centro de poder como uma distribuição rizomática. Você pode ter o Google, que é uma entidade incrivelmente central e controladora, mas faz seu dinheiro ao monetizar as diferentes formas da rede.














