Para poder postar

Inscreva-se

Turma 4B - 2009.2

Carregando conteúdos...

Turma 4C - 2009.2

Carregando conteúdos...

Turma 7A - 2009.2

Carregando conteúdos...

Turma 7E - 2009.2

Carregando conteúdos...

Blog do Professor

Carregando conteúdos...

Conteúdos mais lidos

Artigos mais lidos, escritos desde 16 Abril 2012

Não há artigos no período selecionado.

Dicas e avisos

Carregando conteúdos...

O Ôco Tecnológico

Enviado por Pedro Moutinho Lima em 20/11/2009 às 02:04 PM

           Quando Pierre Levy discursou sobre o Bezerro de Ouro, criado por Jeffrey Shaw para a exposição de artes virtuais “Artífices”, no ano em que publicou seu livro Cibercultura em 1999, a Realidade Aumentada podia não ser nem perto do que é hoje em termos de popularidade, mas já tinha havia sido nomeada como tal no começo da década de 90. Pierry Levy provavelmente também não conhecia a Realidade Aumentada na época, e se conhecesse, não era da mesma forma que nós, quase dez anos depois, temos contato com essa tecnologia e os benefícios que ela pode trazer para as empresas, marcas e a sociedade no ano de 2009.

            A questão abordada pelo teórico na época da publicação do seu livro era a seguinte: o ídolo só terá valor quando reconhecido como tal por seus adoradores. O interior do Bezerro de Ouro então, só será preenchido, quando lhe for atribuído algum valor simbólico que o tire do estado de mera estátua ôca. Posso estar errado, ou estar interpretando o trecho escrito por Pierre Levy de outra maneira que não a correta, mas, em minha opinião, a forma como as empresas utilizam a Realidade Aumentada se dá de forma bem semelhante.

            A Realidade Aumentada, tecnologia que todos nós já tivemos pelo menos um contato mínimo, nem que seja naquele maldito (ou bendito) flyer da Skol Sensation só terá valor quando o interior vazio da tecnologia for preenchido de maneira criativa e de forma que agregue valor à marca, e não como uma simples forma de entretenimento. O que dará valor a tecnologia, nesse caso, o que preencherá o seu vazio ôco será o conceito por trás da marca, permitindo então que haja um alinhamento entre essa tecnologia e a marca, criando assim, um verdadeiro valor simbólico para a tecnologia da realidade aumentada.

            Não me interpretem mal, a iniciativa da Skol com a realidade aumentada de tentar passar um pouco do feeling da festa “sensation” para os seus consumidores veio em ótima hora, e foi comprovadamente uma das ações mais comentadas envolvendo marcas e a tecnologia RA num alinhamento que agregou valor tanto para uma quanto para a outra. O que está sendo discutido aqui é que não se pode ficar dependendo só de sons e imagens que não permitam algum controle mais interativo, é dever das empresas procurar algo que realmente transmita a identidade da marca para os seus consumidores e não utilizar jamais a RA como uma forma alternativa de reproduzir conteúdo adaptado de outras mídias.

PS:Texto elaborado a partir de uma discussão entre eu e o Diogo Gallindo, gostaria de dizer também que a idéia é muito mais dele do que minha e isso é apenas uma pequena forma de formalizá-la. Se vocês gostaram do texto, ele merece muito mais o crédito do que eu.

Publicidade de Bligoo.com

Escreva um comentário

Desea usar sua foto? - Inicie sua sessão ou Cadastre-se grátis »
Comentários a este artigo no RSS